A capital do Liechtenstein, Vaduz, estava quase vazia nessa manhã de verão em que a visitámos. O principal objetivo do Nico era fotografar o Castelo de Vaduz, que domina a cidade e é a residência oficial do Príncipe do Liechtenstein. Depois, passámos por esta construção invulgar, que mais tarde descobrimos ser a sede do Landtag do Principado do Liechtenstein, também conhecido como Landtag do Liechtenstein – o Poder Legislativo do Governo.
Liechtenstein – A última monarquia da Europa
O Landtag tem apenas 25 membros, eleitos em dois círculos eleitorais: o «Oberland», com 15 lugares, e o «Unterland», com 10 lugares. O objetivo do parlamento, eleito a cada quatro anos, é representar o povo do Liechtenstein numa monarquia constitucional. O parlamento começou a funcionar pela primeira vez em 1808, mas a sua função, desde o início, limitava-se apenas à aprovação dos impostos. Foi só a Constituição de 1921 que estabeleceu o conceito de democracia parlamentar. Desde essa altura, os membros do parlamento só podem ser eleitos pelos cidadãos (antes, 3 dos 15 membros eram escolhidos pelo Príncipe). Também vale a pena referir que o parlamento tem a função de aconselhar o Príncipe na governação do país e na escolha dos juízes.
O Liechtenstein é uma das poucas monarquias que ainda restam na Europa. Cada uma das decisões do parlamento tem de ser confirmada pelo Príncipe. O Príncipe também tem o direito de revogar este Poder Legislativo do Governo e, ao longo de séculos, esta simbiose tem, de alguma forma, funcionado. O Liechtenstein, apesar de pequeno, é também muito próspero e continua a ser um país pacífico.
A propósito, reparaste no telhado do edifício do parlamento? Achámos engraçado que fosse feito de vidro e que ficasse mesmo na colina acima do castelo, onde o Príncipe reside. Uma simples conveniência, para o caso de ele querer dar uma olhadela e ver o que se passa lá.








